domingo, Julho 10, 2005

As duas faces de uma Mulher II

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Foi um Domingo igual a tantos outros, no local de eleição da grande percentagem dos Portugueses...
Estive acompanhado, bem acompanhado mais uma vez. Não que a companhia feminina seja por vezes a mais apetecida (não existe nada mais enriquecedor do que a cumplicidade e companheirismo masculino versus a habitual tagarelice do sexo oposto), mas não podemos duvidar que é mais agradável ter duas mulheres de cada lado da toalha do que estar sozinho em casa a imaginar como seria a situação.
O que existe actualmente entre mim e a Tina (mulher honesta, sincera, bonita por dentro e por fora, que tudo faz para se mostrar merecedora do meu amor) é algo que se assemelha a um início de relação como tantas outras, em que não existem pressões nem exigências, e onde o respeito e carinho vai crescendo de dia para dia. Do outro lado, a Sandra, amiga de longa data da Tina. Uma mulher igual a tantas outras (bonita, muito bonita, bastante vistosa, mas.... igual a tantas outras).
Obviamente, fruto deste nosso instinto masculino, não pude de deixar de olhar para ela... Observá-la no modo como escondia o seu olhar tímido e comprometido por detrás de uns óculos escuros, na forma como se dirigia para a água, convicta do que a sua beleza despertava nos homens em seu redor. E depois aquele sorriso, um sorrso de sereia, um sorriso pelo qual muitos homens pagariam para ter por perto....e do qual ela não se importaria de tirar esse rendimento.

A meio de uma conversa animada entre os mim a a Sandra (a minha Tina tinha ido ao carro), toca-lhe o telemóvel. Atende, não sem antes fazer um longo compasso de espera, óbvio de quem não pretende atender a chamada. Mas atendeu. (Há homens que ainda não aprenderam a desligar o telemóvel depois do terceiro toque):
"Estou sim!?" (como quem não tenha visto de quem era a chamada)....."ah...Luís" (como quem fingia não ter reconhecido a voz)....."oi, tudo bem contigo?.....sim, também está tudo bem" (pela forma tão pouco entusiasmada como lhe cumprimentava, logo vi que lhe ia dar um "corte", fosse ele quem fosse).............."ah pois.....pois.....olha, mas hoje não dá, estou aqui na praia com a Tina....."(pareceu-me tratar-se de um amigo, que possivelmente lhe teria feito um convite para irem beber um café ou qualquer coisa semelhante)"......ah, pois, mas não sei a que horas me despacho, se calhar é melhor vermo-nos antes amanhã....pois....então vá, um beijinho para ti! Depois digo-te qualquer coisa! Tchau......."
Enfim, o tal Luís deve ter ficado desolado....

A conversa continuou... até que o telemóvel lhe tocou uma segunda vez, e desta vez, sem compasso de espera...:
"Estou!?"......."ah, Mario, olá, como estás?? Tudo bem contigo??"..... "pois é, passei a tarde toda a tentar ligar para ti e não consegui, estava sempre impedido!. Que homem concorrido!!!" (Aí está o velho truque feminino, ou seja, subir o ego ao homem antes de lhe pedir aquilo que quer. Na verdade, nas últimas 4 horas em que estava perto de nós, não se dirigiu uma única vez ao telemóvel para fazer uma chamada que fosse)....."Olha, conseguiste-me aquilo que tinha pedido??" (porque será que eu já esperava por ouvir qualquer coisa do género?)..."Aaaahhhh, tão querido.....então olha, eu passo aí daqui por umas duas horas, pode ser?" (este "Pode ser?" é o típico toque-final nesta colmeia de submissão, em que ela faz o homem acreditar em como está a ser ele a tomar o controle, quando na verdade está a ser usado com algum propósito dela). "Sim, por mim pode ser! Então a que horas passas lá?"....(não foi necessário ser muito inteligente para perceber que o convite, desta vez talvez um convite para jantar, foi muito mais bem aceite que o anterior. Se ele "passa lá", é porque vai buscá-la a casa). ..."então ok, até logo!"
Desligou o telefone.

A Tina, apareceu, ainda a meio da conversa, e quando esta terminou olhou para a Sandra, com aquele olhar cúmplice entre Mulheres, esperando que ela lhe dissesse quem era, mas ela nada lhe disse. Manteve o seu sorriso apenas.

Mais tarde, já a sós num restaurante em Cascais, calhou em conversa a Tina falar-me acerca da vida particular da amiga com quem tinhamos estado durante a tarde. Perguntei-lhe se ela tinha namorado, pois parecia ser "uma rapariga bem calminha, simpática..." (fazendo-me "esquecido" do episódio ao telefone).
"Sim, tem!", disse-me. "É o Luís....."

Tirem as vossas conclusões......

As duas faces de uma mulher I

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(excerto de conversa telefónica com ex-namorada)

BossPlayer: Oi C., tudo bem! Já não te ouvia há muito tempo..que tens feito.
C.: Cá estamos, como sempre. Muito trabalho. E tú, andas desaparecido...

BossPlayer: É verdade, assim como tú, tb tenho tido imenso trabalho, sabes como é! (não é preciso dizer grande coisa, deixá-la na expectativa).... e esse namoro? Quando te casas? (irónico)
C.: Casamento!? Já estivemos melhor, mas uma relação é assim mesmo, feita de altos e baixos. Nós estamos numa fase baixa, temos-nos visto pouco (faz-se de vítima). Mas tú já deves estar casado, não dizes nada a ninguém. (segunda vez que pergunta que é feito de mim, equivale a demonstração de interesse, fruto de algum desprezo que lhe dei)

BossPlayer: Sabes como eu sou, não estou interessado em casamento. Ainda não me arrebataram o coração. (desafio lançado)
C.: Sempre te mostraste difícil com as mulheres...(desejosa que fale nela)

BossPlayer: ...principlamente contigo...(acende-se o rastilho da player-talk, efeito declaração-surpresa)
C.: Comigo?? Porquê?? (desejosa de saber, acendeu-se-lhe o rastilho da curiosidade)

BossPlayer: Deixa para lá, não são conversas de telefone...
C.: Tens razão. Mudando de assunto, e quando vamos beber um café? (pergunta feita de modo a esconder que imensa é a vontade de saber o resto da conversa)

BossPlayer: Não sei. Liga-me no fim de semana. (desinteresse aumenta desafio)
C.: Já combinámos pelo menos duas vezes, e nunca podes, sou sempre eu que dou o primeiro passo...

BossPlayer: Então vens jantar comigo no sábado, a um restaurante que vais gostar. (2ª declaração surpresa, sem vacilar, tomada de decisão sem deixar margem de desistência)
C.: Acho muito boa ideia.

BossPlayer: Com que então já tomaste iniciativa duas vezes e eu falhei...continuas uma bandida... (Retomando matéria para desenvolver conversa efeito-preliminar)
C.: Há coisas que nunca mudam...(a fazer-se de sedutora)

BossPlayer: Não sei se já mudaram...tenho de analisar isso.
C.: Analisar em que sentido...? (desejosa que eu admita sexo, para ter o prazer feminino de se fazer difícil e dizer um "não". A minha missão é contornar)

BossPlayer: Em vários....
C.: Dá-me um exemplo, posso já ter resposta...

BossPlayer: Esse "não" na ponta da tua língua é uma coisa que não me interessa ouvir...(com ironia, surpreendendo-a com o facto de ter antecipado a sua jogada, dominando-a)
C.: Se não sei o que vais dizer, como posso dizer que não? (fazendo-se de inocente)

BossPlayer: Sou mais de mostrar do que dizer. (acabou a conversa, se queres mais, pões a moeda)
C.: Continuas um player...(sorrisos)

BossPlayer: Tú também...
C.: Eu sou malandreca com quem devo ser..e acho que até estou pior. (estou quente, vem ter comigo depressa!)

BossPlayer: Então, tens-te portado mal? ("Tens sido infiel?")
C.: Há umas semanas que não me porto mal. ("há umas semanas que não tenho sexo")

BossPlayer: Então é o teu menino que se anda a portar mal contigo.
C.: Desde princípio de outubro que ele fica dois dias, depois voa de novo...Falamos todos os dias pela net, mas não é a mesma coisa.

BossPlayer: Se estivesses comigo, isso não acontecia..
C.: Pois, se calhar não...(sorrisos)

BossPlayer: Tenho de cuidar de ti.
C.: Quem sabe! Talvez precise de uns mimos.

BossPlayer: E o teu namorado não se vai importar? (pouco me interessa ele, quero ver é até onde este barco da moral se afunda)
C.: Claro que se deve importar, mas se fôr a pensar nisso nem saía de casa.

BossPlayer: Então vou ter de dar à menina dele aquilo que ela precisa..(sorrindo)
C.: Vamos ver...(sorrindo) E Isso é para quando? (Vamos lá combinar isso!)

BossPlayer: Para quando sentires que precisas.
C.:Tú és ocupado...por isso quando estiveres disponível para mim, avisa.

BossPlayer: Será que depois não vais esquecê-lo? (mais um torpedo lançado)
C.: No momento talvez. (alguém precisa de melhor exemplo para a justificação da frieza na infedilidade feminina?) Mas esquecê-lo como?

BossPlayer: Ser melhor que ele a agradar-te.
C.: Sempre estiveste muito bem. Ele é mais romântico, tú, no bom sentido, mais...selvagem. (sorrindo) (ou seja, o romântico neste caso representa ser frouxo, não é necessário explicar o sinónimo de selvagem) Mas neste momento acho que estou a precisar de algo mais romântico, estou muito carente, compreendes? Eu sei que se quiseres também podes sê-lo. (Ou seja, o que ela quer dizer é "eu sei que sou uma puta, mas não quero ser tratada como tal." Em relação ao facto de não ter demonstrado ser romântico no passado, é complicado, pois nunca gostei verdadeiramente dela, não consigo fingir amor)

BossPlayer: No fim-de-semana ligo-te então. Beijinhos
C.: No sábado à tarde não posso, liga-me á noite, ok? (Ou seja, no sábado à tarde está com o namorado, à noite já está disponível)

quinta-feira, Junho 16, 2005

Porque ser Bossplayer!?

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Quem me conhece não me coloca a questão. Existem coisas na vida que se vão aprendendo com o tempo, e outras que com o tempo se vão perdendo. Há coisas que tinha há 10/15 anos atrás que hoje não tenho, como fé em todos os seres humanos que me rodeam. Fé na veracidade, fé nos sentimentos. Fé na honestidade e fé na lealdade. Como há coisas que antigamente não lhes conhecia os nomes e hoje as domino, como a capacidade de entrar na mente das pessoas sem que se apercebam do que lhes consigo identificar.

Como princípio de vida, todos sabemos que com o tempo tudo muda. Mudam as paisagens, mudam os olhos que as observam e mudam essencialmente as pessoas. Perdemos a sensação de eternidade e passamos a acreditar que tudo tem um limite, mesmo que incrivelmente hoje cada vez se veja menos limites para tudo.
Ser Bossplayer é, essencialmente, saber a importância que um homem deve ter no "jogo", e como sair vitorioso. Não me considero vitorioso em todas as minhas batalhas, pois mesmo assim ainda hoje coloco a minha consciência moral antes de uma tomada de posição. Porém chama-se a isso uso da inteligência.

É bom lidar com mulheres e conhecer o seu instinto discreto e eficaz para atingir os seus objectivos. É triste, por outro lado, ver que há ainda muitos homens que ainda não aprenderam nada com Elas. Acredito que nesta vida de aprendizagem mútua, têm muito mais elas –as mulheres– para nos ensinarem, do que a nós a elas. Não podemos ser arrogantes, pois essa é a verdade. Mas a verdade não se concluí por aí. Do "pouco" que temos para lhes dar, é o suficiente para lhes dar consciência do que a veradadeira realidade é, e não aquela realiadde que julgam conhecer, dos seus livros de Margarida Rebelo Pinto ou de comentários pró-feministas naqueles momentos de menstruação ou de recente término de relacionamento tipo "na-verdade-ele-era-um-cabrão-e-saõ-todos-iguais".

Ser Bossplayer não é saber ouvir esses comentários, fazê-las acreditar o quanto estão "certas" no seu oceano de ignorância e comê-las enquanto o estado de graça dura, para depois as deitar fora. Ser Bossplayer é ter uma atitude perante qualquer mulher, e demonstrar-lhe que (independentemenete de continuarem a existir homens submissos cujos instintos masculinos se perderam e que fazem tudo o que as mulheres querem) o melhor "exemplar de homem" é aquele que as deixa expôr a sua conversa de mulheres imaculadamente lindas, belas e bem comportadas, e que num espaço de meia hora lhes prova o quanto estão enganadas.

Exemplos? Tenho exemplos todos os dias. Reconheço o olhar de desejo de uma mulher quando me observa, e acho hilariante quando ela tenta provar a todo o custo às mulheres que a rodeiam que eu não passo de um playboy convencido, ou usando outro adjectivo qualquer para aniquilar a minha reputação perante elas. Para quem leu post's meus anteriores, sabe perfeitamente que essa "publicidade gratuita" que ela fez foi propositada para as afastar (concorrência) e garantir assim um caminho mais facilitado até me conhecer..
Ao contrário, os homens vulgares quando querem marcar os seus pontos, fazem de tudo para chamar a atenção, normalmente em grupo porque em grupo é sempre mais fácil...se ele ficar mal, ficam todos mal.

É claro que o Bossplayer não faz nada para chamar a atenção sobre si, porque esta já está captada desde os primeiros instantes. Pois ele sabe que, quando uma mulher quer um verdadeiro homem, ela atravessa propositadamente no meio de todosos anteriores mencionados e procura o verdadeiro alento masculino próximo daquele que é diferente.

De volta...

Bem, já lá vai o tempo em que tinha algum tempo/paciência para me sentar um pouco e escrever aqui aquelas coisas que por vezes na vida se ficam por contar a outros que, perto de nós, imaginam tudo a nosso respeito mas a nosso respeito nada sabem.
A vida lá foi seguindo, e nestes meses sempre se aprendeu algo, já se viveu mais qualquer coisa..e acho que está na altura de voltar a escrever!

Obrigado ao pessoal pelos mails e pelos comentários.

terça-feira, Janeiro 11, 2005

Geraçoes....

"Há um aspecto que vale a pena citar. Estes jovens não têm os mesmos rituais linguísticos que nós tínhamos. Na minha geração, a linguagem era um instrumento de sedução em que a rapariga deixava que as palavras a tocassem afectivamente. Aflorar com a mão o joelho trémulo era o mesmo que ir buscar uma citação de um poeta: mostrava-se entre duas pessoas um espaço de encanto e delicadeza. Hoje, rapazes e raparigas falam exactamente a mesma linguagem, feita de piadas algo boçais e convites explícitos. A linguagem não tem zonas secretas nem assimetrias sexuais. Instrumentalizou-se sem invenção nem insinuação. Os códigos amorosos perderam subtileza e requinte."

Citação de Eduardo Prado Coelho, professor Universitário, in Publico

sábado, Janeiro 08, 2005

Darwin e as 9 questoes a uma mulher...

Costuma-se dizer que uma das características femininas mais incompreendida pelo homem, é o seu particular gosto pela conversa, pelo diálogo, usando um longo e indiscriminado jogo de palavras para expressarem os seus sentimentos.
Faz parte da sua sensibilidade e instinto sociabilizarem-se entre si, expôrem sem pudor factos concretos da sua vida particular, da sua imagem, do seu emprego, das suas relações e do homem com quem se relacionam.
Não tendo, à semelhança do homem, um instinto básico de predador ou de conquista, as mulheres proucuram frequentemente uma cara metade, não na tal perspectiva de conquista, mas com uma intenção mais diplomática. Proucuram, para além de um homem que as realize, alguém que as saiba ouvir, que goste de conversar com elas, dar-lhes a atenção que necessitam para desabafarem e se sentirem desejadas....um homem que sabe ouvir, é um homem que sabe a diferença entre um lançamento livre e um triplo num jogo que pode ser decidido em segundos.
Porém esta característica não apenas joga a favor de um homem, mas também pode aniquilá-lo, quanto mais não seja a sua própria imagem. Uma mulher carente, magoada ou simplesmente frustrada, pode representar o início de um grande problema, pois a sua "disponibilidade" para o diálogo entre amigas "disponibiliza" muitas verdades e mentiras em relação ao momento que atravesa na sua relação com um homem. Tive uma namorada que durante uns meses demonstrou estar completamente satisfeita com o facto de a ter escolhido como tal. Através de sms, e-mails, telefonemas e pessoalmente, expressou durante toda a nossa relação a sua satisfação a todos os níveis...quando um dia essa relação chegou ao fim, acusou-me publicamente de ter sido um péssimo amante, como se tudo o que outrora tivesse sido verdade simplesmente não tivesse acontecido. Acabou por cair na própria armadilha.
Voltando à fase inicial, na altura em que se estabelece uma conversação e muitos pontos e questões estratégicas podem ser colocados, tudo aquilo que se diz, tanto de uma parte como de outra, pode definir o tipo de mulher com quem estamos perante. Sabemos de antemão que nem tudo o que elas nos vão dizer é verdade. Se fôr verdade, é porque souberam contornar muito bem a mentira. Uma mulher nunca irá dizer o número de homens com quem se envolveu. Nunca irá dizer que desejou ser infiél. Elas sabem que têm uma reputação a manter. As mulheres têm uma capacidade nata de conseguir manter uma lucidez e uma perspicácia em situações de diálogo com um homem, o que lhes permite, fácilmente, ludibriar um idiota...
A distinção entre um Bossplayer e um idiota resume-se que em vez de adoptar uma táctica defensiva, preparando-se para dar as melhores respostas possíveis, deve participar numa ofensiva de questões para descortinar toda a verdade, e nada mais do que a verdade. É a diferença entre sabermos a mulher que iremos ter à nossa frente, ou as orelhas de burro (ou par de cornos) que vão ficar pendurados na nossa cabeça.

RESPOSTAS A DAR
Existem diferentes formas de assumir o controlo em relação às múltiplas questões que nos podem ser colocadas. Uma é redirecionar uma questão.
Pergunta:"Tens alguém com quem estejas envolvido numa relação?"
Resposta: "Não tem sido fácil encontrar uma pessoa à medida dos meus sonhos"
Pergunta:"E como é que essa pessoa tem de ser para a considerares a mulher dos teus sonhos..??"
Desta forma evitei ter de mentir e dizer que não tinha namorada, pois o interesse dela em saber que tipo de mulher me interessaria encontrar (e se corresponderia ao seu perfil) era simplesmente demasiado grande para se lembrar de que afinal, nem lhe cheguei a responder à questão por si colocada.

Pergunta: "Quanto tempo durou a tua relação mais duradoura?"
Resposta: "O tempo suficiente para perceber não estou mais interessado em relações instáveis."
Estabilidade, maturidade, segurança, confiança...tudo o que uma mulher deseja numa só frase. Para quê dar respostas concretas...?

PERGUNTAS A FAZER....
1. "Qual o maior erro que consideras que os homens cometem nos relacionamentos?"
(Isto vai dizer muito acerca do que a motiva ou desmotiva, assim como da sua postura com os homens em geral)

2. Achas que os homem perdem por evidenciar demasiada masculinidade ou sensibilidade.
(Se na verdade ela gosta de sentir a masculinidade de um homem na sua essência. ou prefere assumir o controlo sobre ele)

3. "Quais as qualidades que achas que uma relação deve ter?"

4. "Alguma vez saíste com um homem que representasse um desafio para ti?"
(ela que descreva porque foi ele um desafio para ela e como lidou ela com isso)

5. "Qual a coisa mais importante que os homens tendem a ignorar numa mulher?"

6. "Alguma vez ficaste de coração destroçado?"
(Quanto mais bonita ela fôr, mas difícil será ela dizer que não. Ideal seria dizer que sim. Isso dar-lhe-ia alguma humildade)

7. "O que mais receias ao abrires o teu coração a um homem?"

8. "Quem costuma acabar as relações? Tú, ou os teus ex-namorados?"

9. "Porque é que a tua última relação não deu certo?"
(Ela assume alguma responsabilidade, ou foi tudo (para variar) culpa do ex namorado?)

terça-feira, Dezembro 21, 2004

A frase para reflectir...

...dita por uma ex:
"És um egoista porque te interessas mais por ti do que por mim!"

domingo, Dezembro 19, 2004

Desilusoes, como ontem...

Tempo. Parece que foi ontem.
Ainda me lembro quando pela primeira vez descobri o que representava envolver-me fisicamente com uma mulher. E sentimentalmente. Tinha criado um mito de que seria uma coisa maravilhosa, algo para ser partilhado com alguém pela qual sentisse a palavra Amor em toda a sua magnitude. Algo que, a partir do momento em que tal sucedesse, que fosse supostamente com uma pessoa com a qual desejasse ficar para sempre. Gostava dela de facto. Linda, atraente pela sua sensualidade e beleza física, experiente, com vontade de se entregar, enfim..eram demasiados adjectivos para quem ainda não conhecia palavras como sinceridade, honestidade, ou demasiado ingénuo para entender a diferença entre atracção e amor.
Lembro-me como se hoje fosse, essa noite em que "receberia", no final, um diploma com o título: "Apto para ser um Homem". Mas afinal nem isso aconteceu. Afinal não era nada assim tão especial como pensava ser. Por não gostar de sexo? Duvido. Por ser a primeira vez? Quem sabe. Pelo menos foi a versão que tolerei, pelo facto de durante as horas seguintes não me ter sentido diferente...(errei porque usei um trunfo feminino –sexo– como responsabilidade para me tornar num homem, o que é um erro).
E descobri isso quando finalmente conheci uma Mulher pela qual, não existiu um único dia em que não a desejasse. Entregámos o coração um ao outro, sem medos nem receios, pois até o termos feito tivémos muito tempo para nos conhecermos de verdade. Porém alguns erros se cometeram (como o risco de nos colocarmos nas mãos da pessoa que se ama) e essa relação teve o seu fim. Mas não o amor, pois esse, passados dois anos, ainda se mantém presente como se da iluminação projectada de um farol se tratasse, em que no seu período de rotação ilumina com uma frequência alternada a nossa consciência. Acabámos há dois anos, e mais uma vez parece que foi ontem. Porquê? Porque as bases se cimentaram ainda antes de nos envolvermos.

Hoje, e nestes últimos anos, tenho-me desiludido muito com as mulheres. Porque lhes "entrego" a responsabilidade de se mostrarem no seu estado mais puro. Porque as comparo com aquela que verdadeiramente se mostrou merecedora de total entrega. Total entrega que hoje em dia as mulheres exigem, sem darem garantias que o "destinatário" receberá a "carta". Sem se mostrarem merecedoras. Devo eu mudar, e tolerar que os tempos também mudem? Devo eu deixar as coisas correrem e permitir que uma mulher, ao fim de dois dias de me conhecer queira ir para a cama comigo e só depois deseje construir uma relação. Isto se subitamente não se mostrar arrependida de o ter feito de um modo tão precoce? Aprendam a ser Mulheres, pois eu não vou mudar.
Prefiro continuar a conhecê-las, ouvir os seus delírios e ensaios sobre a "Cegueira de Mulher Independente", ir para a cama com elas e esquecê-las, bem depressa, porque não tenho mais paciência para lhes ensinar que para se querer ter um Homem de verdade também se tem de saber ser uma Mulher e não apenas mais uma mulher.
Oiço as suas lamentações, porque sabem que assumo esta minha posição, porque não sabem que um Homem não se domina, mas se conquista (será que mais ninguém lhes está na disposição de lhes ensinar isso?). Oiço as suas criticas, porque é machismo pensar assim, porque é retrogada um homem não se subjugar às decisões femininas unilaterais...
Não compreendo, ou então alguém me explique...porque tendem as ditas "Mulheres Emancipadas" a portarem-se como aqueles homens idiotas que tinham de a todo o custo provar a sua superioridade e capacidade de decisão, quando podiam pura e simplesmente dedicarem-se a ser melhores Mulheres, porque é sendo-o, que não se tornam em desilusões...?

sexta-feira, Dezembro 17, 2004

Falsa esperança I

Esta é uma história que já tem barbas...costumo contá-la sempre que converso com alguém do mesmo sexo que se encontre numa situação idêntica de (supostamente) impasse de início ou não de relação com alguém do sexo oposto. Remonta à uns dois anos, em que um conhecido meu ainda trabalhava numa agência de publicidade. Era um ambiente fantástico, onde se criavam laços de amizade e de companheirismo com as pessoas com quem trabalhava. Existia porém uma mulher pela qual ele se deixava deslumbrar sempre que passava por perto. Marcia tinha uma aparência extremamente cuidada, mostrava-se bastante simpática e especialmente atenciosa sempre que passava por ele. Especialmente atenciosa, ao ponto de travar alguns diálogos de circunstãncia sempre que ele ia tirar o café da máquina de vending e com ela se cruzava.

Algo existia ali entre eles, e naquele curto mas intenso espaço de tempo que conversavam.. um clima especial. Um clima em que simples palavras de circustãncia usadas davam lugar a conversas interessantes, tão interessantes quanto a forma como ela lhe olhava nos olhos e lhe transmitia algo que ele embora não pudesse explicar, não lhe ficava indiferente...
Tomou coragem, e decidiu um dia quando saiam do trabalho convidá-la a tomar um café. Convite o qual educadamente recusou, pois o filho esperava-a no colégio. Ele compreendeu, mas aquele "não" custou-lhe ouvir. Naquele jeito pouco confiante, comum num homem que sentia a presença intimidante de uma mulher carismática, sensual, inteligente, foi como se a melhor oportunidade de a conhecer tivesse ido por água abaixo... foi quando surpreendentemente se deu um volte face e aquela voz chamou pelo seu nome. Decidiu voltar atrás, e atravéz de um telefonema a alguém de sua confiança, libertou-se de ter de ir buscar a criança e concedeu-lhe a honra de beberem um café juntos. Naquele fim de tarde, num café no parque das nações, muitas cumplicidades e conversas saudáveis foram contadas. Confidenciou-lhe que, entre outras coisas, se tinha divorciado há pouco tempo, que tinha um filho com 5 anos com o qual partilhava uma casa de três assoalhadas junto à praia, na linha de Cascais. Sugestivo.

No espaço de 1 mês, o mesmo se repetiu algumas vezes, até que um dia ele a convidou a jantar.
Naquela luz ténue de velas que iluminavam de forma envergonhada todo aquele restaurante especial que escolhera, decidiu admitir-lhe que desde o primeiro dia que a tinha visto até àquele momento em que ambos estavam sentados na mesa com o mesmo olhar de outrora, se sentia atraído de uma forma muito especial por ela, e que sentia que era mútuo. Disse-lhe o quanto a achava especial, como pessoa, como mulher, e que queria mais do uma amizade.

Ela mostrou-se especialmente agradada pela sua frontalidade, admitiu que também se sentia "especialmente" atraída por ele, mas que naquele momento o que ela mais precisava era de um amigo, alguém que ela pudesse sentir-se bem sem se ter de envolver de novo numa relação. E ele compreendeu. Compreendeu que supostamente uma mulher na situação dela, recentemente ultrapassado um processo de divórcio e com a responsabilidade de educação de uma criança, não estaria tão confiante com outro homem. Por todos os motivos ou nenhuns. Naquela noite, ele demonstrou-lhe que mesmo compreendendo perfeitamente, estava totalmente ao dispôr dela sempre que ela precisasse e que iria lutar por conquistar o seu coração. Ela gostou do desafio e brindaram..

(continua)

James Brown - It's A Man's World


But it wouldn't be nothing
Nothing without a woman or a girl

You see man made the car
To take us over the road
Man made the train
To carry the heavy load
Man made the electric light
To take as out of the dark
Man made the boat for the water
Like Noah made the ark
This is a man's man's man's world
But it wouldn't be nothing
Nothing without a woman or a girl

Man thinks about the little betty baby girl
And the baby boys
Man makes them happy
Cause man made them toys
And after man made everyhing
Everything he can
You know that man makes money
To buy from other men
This is a man's world
But it wouldn't be nothing
Nothing not one little thing
Without a woman or a girl
He's lost in the wilderness
He's lost in bitterness

quarta-feira, Dezembro 15, 2004

Atitude...


Mais uma vez, estou atrasado...
Combinámos encontrarmo-nos às 22. São neste momento 22,15 e ainda estou a acabar de jantar, pensando no que vou ter de vestir para ir ter com ela. Sendo que são já comuns os meus atrasos nos nossos encontros, hoje decidiu vir ter à porta de minha casa para que não tivesse de esperar por mim mais uma vez, no tal local onde se encontram todos os amantes que desejam manter-se longe de olhares comprometedores.
São já 22,25, e acabo de sair de casa, sem não antes deixar de passar pelo meu carro e trazer comigo o maço para o queimar o último cigarro que me autorizo a fumar. Vejo-a dentro do seu carro, concentrada com o escrever de uma mensagem no telemóvel, o que interrompe abruptamente quando lhe bato no vidro. Convida-me a entrar, com um sorriso de boas vindas mas com um olhar comprometido, um olhar de quem se convence que ainda não há homens que leêm nas entrelinhas.
Temos uma conversa agradável, que dura aproximadamente uma hora, altura em que a minha falta de inspiração ou cansaço determinam o meu beijo de despedida. Não sem antes de sair do carro lhe dizer:"...não te esqueças de enviar a mensagem que escrevias...".

"És incrivel...estiveste tão indiferente a isso este tempo em que estiveste comigo, mas não te escapou...", sorrindo.
"Achas que alguma coisa me escapa, L...?", respondi num tom enigmático.
Apercebeu-se que a confrontei com a questão "será que me consegues mesmo esconder alguma coisa" e numa tentativa, tipicamente feminina, contra-atacou: "Não sei, será que não te escapa?", lançando de igual modo uma resposta que pudesse colocar a nú a minha insegurança em relação não apenas ao nosso envolvimento como ao que sei a seu respeito.
"Escapam-me aquelas coisas das quais abro mão com todo o gosto", mostrando-lhe que não vale a pena o braço de ferro, correndo ela o risco de entender que posso até não estou disposto fazê-lo.

Abri a porta de casa, e mais uma vez com a sensação de que as mulheres inteligentemente procuram, atravéz de "pequenos" testes, descobrir o quanto nos importamos com elas, o quanto nos incomoda o facto de, por exemplo, as vermos a escrever uma mensagem sem saber-mos quem terá como destinatário... Outro homem? Não importa... Não será concerteza importante fazer-lhe essa questão, mais importante serão as questões que ela fará a si mesma, que consequentemente lhe levarão a colocá-las a mim, como resultado de eu ter sabido usar a regra de, quando necessário, saber ver, ouvir e pensar. Aguardei pela sua mensagem de boas noites, como frequentemente faz...e recebi aquilo que previa. Uma simples pergunta que nada poderia significar, mas que significou. Significou que para ela, depois de me sentir distante, era necessário assegurar-se que responderia "sim"! A incontornável pergunta de quem pela primeira vez, entendeu que o mundo "pode" não girar em seu redor...

domingo, Dezembro 12, 2004

O Corno e sempre um gajo fixe...

Ainda um dia destes estava eu a conversar com um amigo que me contava uma situação, infelizmente não muito invulgar. Estava ele num conhecido bar em Lisboa com um grupo de amigos, nos quais estava um casal que brevemente se iria casar. Ao que constou, o noivo tanto bebeu, que às tantas já nem se apercebeu onde parava a noiva...noiva esta, que estava na casa de banho dos homens com um amigo comum de todos eles. Quando de lá os dois saíram, ela primeiro e ele 5 minutos depois (para não dar bandeira), o noivo sem ter noção do que se tinha passado e completamente feliz por reencontrar a sua amada, pagou uma rodada de bebida a todos os amigos presentes. Consta que foi "bar aberto" para os amigos durante toda a noite(!). (Vá-se lá saber para festejar o quê..)
"Já viste...os gajos que são fixes para as gajas são sempre encornados", dizia-me este meu amigo, num tom meio desiludido com estas atitudes femininas.
Por isso, acredito que há que prever determinadas coisas. Uma mulher quando gosta realmente de um homem, não lhe deixa margem de dúvidas acerca da honestidade dela. 3 exemplos:

1) Quando elas dizem que não lhes apetece muito sair com as amigas na sexta à noite, pois estão cansadas, mas acabam por ir ter com elas quando sabem que afinal o namorado vai estar fora em trabalho nesse fim de semana.
2) Quando depois de estarem três horas atrasadas, o telemóvel está desligado, o de casa não dá sinal, e dão como desculpa terem adormecido e acidentalmente o telemóvel ficou sem bateria e o telefone de casa cortado por falta de pagamento.
3) Quando um gajo lhes liga para o telemóvel e a sua primeira exclamação é: "o que é que este gajo quer agora", mas acabam por estar 2 quartos de hora com ele ao telefone.

Esta gaja, para além disso, demonstrava-se dedicada e importada, fazendo-lhe constantemente perguntas como: "Amor, quanto é que gostas de mim?
Acho que não existiria melhor resposta para ela: "Querida, tanto quanto tú gostas de mim!"
Aliás, o mais grave é esta lingua, o Mulherês! Mulheres de confiança nunca fazem uma pergunta destas. É como dizerem: "Eu não preciso de um homem rico ou o carro que ele tem, desde que me ame..!" Vejam a lógica. Porque é que elas se referem a estas coisas, se estas coisas (neste caso o carro e o dinheiro) não lhes interessam?

As mulheres não mentem, e os homens não prestam atenção.
Por isso é que nunca se deve racionalizar o comportamento de uma mulher.

Noite de Homens-O Triunfo de Baco

Existem situações pelas quais passamos na nossa vida que são um autêntico privilégio vivenciá-las, nesta em particular, não propriamente proporcionadas por mulheres, mas pela companhia de outros homens. Não me refiro a "aspirantes" a tal estatuto, nem sequer a "saídas" a bares ou discotecas com alguém da nossa geração, em que, em grupo, todos são invadidos por uma súbita coragem para abordar o público feminino que individualmente não têm. Um destes dias, estava a aproveitar o meu último dia de férias, ou melhor, a minha última noite em que não me preocuparia o horário de chegada a casa. Então telefonei para aquele que foi um grande iniciador nas minhas sagas em locais de diversão nocturna.

Faz ele parte de uma tribo –à qual presto a minha vénia– de homens em idade madura (40/50), independentes e disponíveis para a transmissão de ensinamentos "da vida" às gerações mais novas; verdadeiras enciclopédias vivas e portadores do "Conhecimento de Causa", conhecimento que todos nós homens ambicionamos ter (casa, mulher, "mulheres", valores, honra, e por aí). Muitas noites me lembro eu de entrarmos em bares de culto por mim até então desconhecidos, em que ele, para além de cliente assíduo para o qual a porta da "casa" estava sempre aberta, marcava pontos na minha consideração pelo modo como me transmitia aquilo que eu devia e não devia fazer na presença de uma mulher: "Filho, aqui também se aprende", dizia-me inflexível, numa pose majestosa, ladeado por mulheres do mais belo que até então eu tinha visto perto de mim, que nos serviam de uma das garrafas guardadas no balcão assinadas com o seu nome.

Verdadeiras noites de boémia, era um "non-stop" de assédio sexual, no qual eu me encontrava em posição previlegiada pela minha idade, bom aspecto e disponibilidade para poder conversar com aquelas mulheres sem que fosse minha intenção prioritária encontrar uma companhia –como os nossos amigos de gerações mais velhas– que suprimisse a falta de mulheres no meu dia-à-dia.
Foi uma fase louca, em que de um modo quase repentino, me vi envolvido numa teia de números de telefone de strippers, festa particulares e individuais com cada uma das que conhecia, noites em que dormia apenas 4/5 horas...o meu método era simples: não pagava bebidas a ninguém, mostrava como elas estavam erradas nas suas concepções de superioridade em relação ao sexo masculino (principalmente como podiam usar os homens em seu benefício) e como não me dominavam do modo que conseguiam com a maior parte dos clientes. Ou seja, nada tinha a perder se não lhes desse aquilo que queriam, e isso colocava-me no altar do homem-desafio, o "tal" homem que tanto ouvimos nos suspiros femininos, como se de um Dom Sebastião que nunca apareceu se tratasse.

Desta vez não estávamos sozinhos. Estavam mais Players de meia-idade presentes, como se de uma reunião secreta se tratasse, onde se priveligiou, ao início, o diálogo, as lamentações de homens casados que proucuram naquele companheirismo, qual "Triunfo de Baco", o voltar aos velhos tempos, e eu, um espectador atento, sempre atento e observador, sem interromper aquela linha de raciocínio. Grandes frases foram ditas, uma transcrevo: "Um Homem não deve prever, deve calcular". Deu-se então o grande momento, o momento em que alguém diz: "Então, mas hoje eu não vejo gajas!?" Gargalhadas cúmplices, e num ápice já estávamos na rua preparados para uma noite que previsivelmente seria longa. Fomos a um dos já referidos locais, em Carcavelos, e não final posso dizer que o saldo tivesse sido negativo, embora escasso. Apenas 1 número de telefone na carteira, mas talvez muitas noites de sexo pela frente.

quinta-feira, Dezembro 09, 2004

2 Mulheres na vida de um Homem

2 sempre foi o meu número da sorte. Ainda nos meus tempos de estudante, por uma questão de ordenação alfabética como era costume, o meu número na turma situava-se quase sempre entre o 20 ou o 22. Atribuo a este número uma energia positiva, como se de um bafo de sorte ou um karma que me acompanha se tratasse. 2 é também um número ambicionado por outros motivos: qual o homem que nunca desejou envolver-se sexualmente com duas mulheres simultâneamente? Qual o homem que nunca teve "oportunidade" de relacionar-se afectivamente com duas (ou mais) mulheres ao mesmo tempo?
Como as energias Yin e o Yang no nosso equilíbrio cósmico, onde se opõem numa dança contínua, como nos dois olhos que observam ou nos dois ouvidos que escutam, este número está sempre presente. Um homem sábio sabe usá-lo em seu favorecimento: naquilo que ouve e no que acredita, naquilo que vê mas que não está à vista, naquilo que tenta fazer mas não consegue. Os dois lados opostos que caminham contínuamente.
Nestes dois últimos dias, saí com duas mulheres diferentes, dois "relacionamentos" recentes; uma é, por enquanto, uma amiga e a outra já a considero como mais um caso. Nestas situações não é muito propício aparecer em público acompanhado, portanto acabei por escolher como programa irmos ao cinema, uma em cada centro comecial –qual deles o mais subtil–, e uma cada filme à sua escolha (para minhas escolhas reservei-me ao direito de selecionar dois locais onde não fosse apanhado em flagrante). Foram duas histórias de amor, onde concerteza cada uma das mulheres presentes ao meu lado ambicionava criteriosamente fazer-me assisti-las, como método subliminar de me sensibilizarem que, também eu, poderia estar sentado ao lado de uma pessoa que desejasse ter a sua históra de amor comigo. Faço-me entender?
Sendo que foram duas narrativas um pouco diferentes, em que uma acaba bem e outra nem por isso, facto comum foi que nas duas fica bem presente o estigma masculino actual, onde que um homem perdeu a sua capacidade de controlar o seu própio destino ou o próprio relacionamento. Um, terá sido deixado ao abandono em Viena, onde supostamente se encontraria com a noiva numa lua-de-mel improvisada, e que ela acabou por não aparecer. Outro, por interferência de uma terceira pessoa (uma amiga da sua namorada-onde já terei ouvido isto!?), foi remetido ao abandono num parque gelado, onde a neve que lhe batia na cara lhe congelava as lágrimas desconsoladas, vertidas pelo facto da mulher da sua vida o ter abandonado sem deixar rasto.
Duas histórias, dois destinos, duas mulheres. Duas pessoas que eu, por circunstância de quais forças ocultas relacionadas com numeralogia, me vejo mais uma vez confrontado. Devo admitir, não me incomoda relacionar-me com mais que uma mulher ao mesmo tempo. O facto de um homem ter duas mulheres com quem repartir o seu tempo, disponibiliza-lhe uma determinada tranquilidade moral, pois sabe que não precisa de passar todo o tempo com a mesma. Não necessariamente tem de ouvir a mesma pessoa a toda a hora; se discute com uma pode logo a seguir ir ter com a outra sem que tenha tempo para ficar a pensar nos motivos. Duas mulheres podem suprimir os defeitos que encontramos em cada uma delas, se soubermos conjugar o proveito que tiramos de ambas, em circustâncias diferentes. Mulheres diferentes têm diferentes formas de agradar um homem, mas é imperativo, pelo menos para mim, que me agradem de facto. Um único senão. Existir uma data comum em que a minha presença ao lado de ambas é requerida. Talvez um dia conte como tive oportunamente de lidar com o facto de ter tido, em simultâneo, uma namorada e uma amante (que se auto-considerava minha namorada pois não sabia da existência da primeira), que por ironia do destino –só podia– faziam anos no mesmo dia, e em ambas as ocasiões eu seria apresentado ao grupo de amigos e amigas, como sendo O namorado...

domingo, Dezembro 05, 2004

Vamos conversar...